Espectro de Uma Memória e Identidade de uma Bienal de Arte [1995 a 2003]

2019

Curadoria / curated by Luis Albuquerque e/ and Luis Nunes,Bienal de Arte Contemporânea da Maia-Import/Export C.M. da Maia, Portugal

Espectro de uma memória e identidade de uma Bienal de Arte [1995 a 2003], é uma investigação realizada a partir do estudo da Bienal de Arte Contemporânea da Maia, balizado entre as edições de 1995 a 2003. Esta publicação de Carla Filipe incide na construção de um arquivo a partir de várias interpretações e experiências, variadas fontes sendo a internet a fonte privilegiada, construindo assim os conteúdos para uma História da Arte Contemporânea no contexto nacional ainda não arquivada num registo de open access information.

Espectro de uma memória e identidade de uma Bienal de Arte [1995 a 2003] / Spectrum of a memory and identity of an Art Biennial [1995 to 2003], is an investigation based on the study of the Bienal de Arte Contemporânea da Maia, marked between the editions from 1995 to 2003. This publication by Carla Filipe focuses on the construction of an archive based on various interpretations and experiences, varied sources, with the internet being the privileged source, thus building the contents for a History of Contemporary Art in the national context not yet archived in an open access information register.

@Carla Filipe ; investigação / research Carla Filipe, Luís Albuquerque Pinho, Luís Pinto Nunes; Design Carla Filipe em colaboração/ in collaboration com/ with Nuno Maio.

Cópias/ copies 150, apoio/ support Bienal de Arte Contemporânea da Maia, 2019 Import/ Export C.M. da Maia / Portugal

Amanhã não há Arte / Tomorrow there is no Art

2019

Curadoria/curated by João Mourão e/and Luis Silva, MAAT, Lisboa / Portugal , 2019 + "Farsa", SESC Pompeia, S. Paulo, Brasil / Brazil

Esta exposição deu continuidade à pesquisa de Carla Filipe em torno das estratégias visuais e gráficas utilizadas pelo discurso político, em particular o cartaz reivindicativo. O projeto apresenta um conjunto de símbolos e grafismos oriundos do discurso político pós-25 de abril de 1974, mas retirando-lhe toda e qualquer plasticidade manual. A bandeira é a forma escolhida para dar corpo às composições complexas, de grandes dimensões, onde repetições e variações dos elementos iniciais, recolhidos dos materiais gráficos das reivindicações políticas da história recente do país, subjugam e contradizem a sua própria origem e identidade. Carla Filipe recorre a estas imagens superficialmente despolitizadas, ou às quais foi removida qualquer agência política, para se interrogar sobre o estatuto que o artista ocupa na configuração sociopolítica atual. Desprovida de capacidade reivindicativa individual e sem a força de um corpo coletivo que a apoie, a artista ameaça: “Amanhã não há arte”, como uma tentativa de mobilização face aos desafios que a comunidade artística enfrenta.

This exhibition continued Carla Filipe’s research into the visual and graphic strategies used in the political narrative, specifically protest banners. The project presents a set of symbols and graphic images taken from the political post-25 April 1974 narrative, while removing all manual plasticity from it. The banner is the shape chosen to materialise her complex, large-scale compositions, where repetitions of and variations on the base elements, taken from the graphic materials gathered from political demonstrations in the country’s recent history, subjugate and contradict their own source and identity. Filipe uses these images, superficially depoliticised or devoid of any political agency, in order to question the role of the artist in the current socio-political context. Deprived of individual protesting capacity and without the power of a collective body to support her, the artist issues the threat: “Tomorrow there’s no art”, as an attempt to mobilise people to react to the challenges faced by the artistic community.